quinta-feira, 30 de setembro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

GRILLING THE BRAZILIANS!

Hey,

kinda busy day... era por volta de umas 14h, eu indo pro brake, me vem uma oooonda de brasileiros. Daqueles falando alto e toscamente, eu já vendo e ouvindo de longe. Até por coerência, não fui pro brake e fiquei, pra ajudar na lingua (se precisasse) e pra não deixar o Djka e o Nigel na mão.

Enfim, como tenho feito, só atendi em inglês mesmo... No começo até funcionou, mas depois veio umas velhinhas, tadinhas, e me vi obrigado a ajudar, lógico... sorte que nas "ajudas" não perceberam que eu era brasileiro.

Quando eles vem, principalmente esse novos ricos mal educados, tudo acontece. Obviamente, é um sonho ver a mesa ser limpa depois da refeição: ninguém coloca bandeijas em cima da lixeira ou lixo na lata, é tudo na mesa mesmo. Hoje, até pechincha teve: uma weird bill saiu por CAD$ 18,01, e a tiazinha "Only eighteen, only eighteen". Ou seja, quando é pra embolsar uma moedinha, o inglês sempre funca né?! Ela deu o vintão, dei de volta uma moeda de dois pilas e uma cara de nojo pra ela.

Enfim, o melhor ocorreu depois disso: tinha vindo do meu brake, mas ia pro Cafe catar um latte pra ajudar a descer o almoço. Passei no Grill antes pra avisar a galera, e rumei pro Cafe, no instante que os brasileiros iam saindo do Parque. No meio do caminho, ouço a inconfundível gargalhada do Nigel (ver post do Mouse Burguer), along with Djaka and Phil (Maintenance). Chego no cafe e encontro a Christina (Boss), e falamos dos brasileiros em geral: quando eu estava no Grill, ela estava limpando a porquice deixada pelo neo-ricos brazucas nas mesas.

O que foi ainda mais interessante é que, enquanto fazendo meu latte, me vi obrigado a cobrar por dois capuccinos pra duas tias, inconfundivel sotaque de brasileira neo-rica-metida-a-besta-que-acha-que-pode-tudo-porque-ta-fazendo-uma-viagem-de-alguns-mil-dólares. Cobrei das duas retartadas retardatárias enquanto a Emilie, rápida e diligentemente fazia as bebidas. Dando o troco, e ainda ouço o idiota "Fast, fast, we need to catch the bus, the bus is leaving". Mais uma vez, quando é pra falar m**** e reclamar, o inglês sai legal. Virei as costas enquanto a Em entregou os drinks.

Volto pro Grill e, finalmente, pergunto o motivo da gargalhada. ACREDITEM!! Diz o Nigel que o Phil, quando foi limpar a lixeira do lado do Grill, achou um Post Card dentro... ESCRITO! ENDEREÇADO!! SELADO!!!

Um macadamia white chocolate cookie pra aquele que acertar quem confundiu a lixeira com uma caixa de correio...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

YEAR´S SONG

Ouvindo no meu BlackBerry 10x ao dia



"They give hugs and lots of kisses
and they ask me what my wishes
I say `go and call your bitches
cuz It´s gonna be a party´..."

THINKING, THINKING, THINKING ...

... and thinking...

Ao menos uma certeza eu tenho: meu trampo em Hemlock tá garantido. Acabo de falar com o palhaço carequinha e é só aparecer por lá. E ainda posso economizar uma boa grana em novembro (detalhes em breve)

Além do mais, o outro palhaço (Dave), esse palhaço mesmo, não volta pra lá (e nunca mais voltará), YEEESSSS

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

FOLGA, ALMOÇO, CHEQUINHO...

Hey

vida segue...

Dia bem "dinâmico" (nossa, tempão não usava essa palavra). Acordo com a ligação da Catherine dizendo que com a chuva, o Grill não seria aberto e que eu não seria necessário (exatamente essas palavras).

Logo após isso, minha colega de classe da época da EBC, Zuzana, da Slovakia, me chama no Facebook dizendo que estava em Vancouver e que queria almoçar. Dia off forçado, lá vai o Rod, afinal, I could have scored. Tão logo foi endereçado o comentário de que ela "looked great" e que estava diferente com um boné de rapper na cabeça, vem a patada de luva de pelica de que "it belonged" to her boyfriend, um americano que ela conheceu nesse verão, num Work Experience Program.

Depois de passar no escritório do Eduardo (o cara da empresa de intercâmbio que eu conheci semanas atrás na Granville) pra saber como tinha sido a quick visit dele no Brasil, volto pra casa e encontro uma correspondência do governo do Canadá embaixo da porta. Logo abro, e minhas esperanças viraram realidade: meu tão lutado e esperado chequinho (not that fat though) com a restituição dos meus impostos de 2009, finalmente, havia chego! Não lá muito gordinho, mas vem em boa hora.

Amanhã trampo (espero...) e domingo gastar parte do chequinho no almoço que o Eduardo oferece no domingo na churrascaria Samba.

Bye!

P.S.: Ia tirar foto do chequinho, quando me dei conta que deixei minha câmera com a Zuzana. Ainda bem que nunca sequer passou pela minha cabeça seguir carreira de pedófilo ou coisa parecida, não tem nada lá que ela possa olhar e se surpreender kakaka

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

ELE FOI UM CACHORRINHO FELIZ

Oi,

eu hoje recebi a noticia que, confesso, esperava, mas não queria receber.

Não consigo escrever, e nada mais justo do que mostrar o quanto minha mãe, irmã e cunhado foram importantes pra ele. E ela estava lá.


Oi Digo!
Bom, muito ruim escrever esse e-mail, mas quero ser eu a te contar.
Estamos muito tristes aqui, pois o Zezinho morreu hoje de manhã. Ao meio dia em ponto...
Não queria te contar, mas não sabia como te esconder isso até que tu voltasse. E é melhor eu falar do que ficarmos mentindo.
Nos últimos tempos, ele estava bem, feliz, mais mimado do que nunca pela mãe. Tava muuuito cheio de regalias. Ainda mais porque tava ceguinho.
O que aconteceu foi que quinta feira de manhã já começou a passar mal (ficou sem comer, gemendo de dorzinha, e só deitado), e imediatamente já levamos pro veterinário. Tomou muitos remédios, várias injeções, mas não reagia. Sábado foi novamente à clínica, ficou lá, foi mais um monte de injeções, remédios para tomar em casa e observações. O diagnóstico de 3 veterinários é o mesmo: uma virose qualquer ou intoxicação sem causa específica, que para um cão de 12 anos e cego é perigosa. Nada de muito absurdo, é mais problema da idade mesmo, pois todos atestaram que ele estava saudável, com pêlo bom, e não apresentava febre em nenhum dia, nem infecções no corpo e órgãos.
Em nenhum momento nesses 5 dias ele chorou ou reclamou. Só ficava gemendo baixinho de dor, andava um pouco e deitava novamente. Ficou no colo todos os dias, e a mãe está há várias noites sem dormir. Eu também estou lá várias horas por dia, pois eu que dava os remédios na boca, de hora em hora.
Ontem ele parecia melhor. Mas hoje amanheceu ruim novamente, levamos bem cedo a um veterinário bem bom e recomendado, e ele ficou lá internado até o meio dia, tomando soro e mais remédios na veia. O veterinário ligou para irmos buscá-lo (acho que ele já sabia o que aconteceria).
Ele veio bem no colo da mãe no carro até em casa, e pela primeira vez em cinco dias se animou quando chegamos no portão, levantando do colo. Logo que botamos o pé dentro de casa, ele ainda no colo da mãe começou a se debater pra sair do colo. E daí ele deu um uivo alto e a mãe começou a berrar desesperada e colocou ele no sofá (ela não queria que ele morresse no colo dela - ela repetia todo dia isso). Eu fiquei ali e vi ele ter (acho) uma parada cardíaca. Ele morreu na minha mão, e eu sacodi ele, bai no coração, mas não adiantou.
Ele descansou ali, no sofá da sala, de ladinho, do jeito que ele sempre dormia. Até com a cabeça no travesseiro ele ficou. Parecia que tava dormindo, fazendo o nana dele.
Meu, tô chorando aqui escrevendo isso, e sei que tu também.
Mas por pior que tenha sido tudo, foi uma morte bonita e calma. Ele não sofreu muito, e só por não ter sido atropelado, ou ter coisas como sangue saindo dele ou diarréia, etc, é muito bom.
Mas foi incrível ele ter morrido só quando chegamos em casa. Foi coisa de filme. Só quando entramos em casa ele "decidiu" morrer.
Chamei o Aurélio e ele cavou um buraco bem quadradinho, e enterramos ele. A mãe não quis ver, só chorava desesperada.
Colocamos ele de ladinho, e cobri ele com a cobertinha dele até. Fiz a última cabaninha dele e ele foi dormir pra sempre.
Ficamos lá na mãe até agora, e ela tá arrasada. Só fica repetindo que tu queria ver ele quando voltasse, e que não sabe o que fazer sem o Zé. Meu, uma droga. Vou a semana toda dar apoio pra ela, que tá triste e muito cansadona dos últimos dias. Não trabalhou, não saiu de casa, só cuidou dele, tadinho.
Mas, sabíamos que isso ia acontecer um dia. E eu tô muito triste com tudo, mas sinceramente muito feliz por ele ter sido tão forte durante todos esses anos e ter morrido tão calmamente. E afinal, ser criado nas condições da família laemmle, é ser muito guerreiro, não é? Como o Adi diz, quando ele tiver filho vai deixar 3 meses na casa da mãe. Se sobreviver, é forte e tá pronto pro mundo.
Mas também estou feliz e tranquila por termos feito tudo que podíamos. A mãe não mediu cuidados, nem esforços, nem dinheiro pra salvar ele. Era pra ser a hora mesmo, pois ele estava velho. E convenhamos que, depois de dois atropelamentos, ginástica do opa, quedas da escada na praia, e alimentação baseada em pão com açúcar, pé de moleque, picolé e osso de galinha, ele era forte e viveu pra caramba.
Ah, e os veterinários falaram que era pra ele ter ficado vivo só até sábado ou no máximo domingo de manhã, pela idade e fraco do jeito que estava. E ficaram até assustados dele ter vivido tanto.
Enfim, foi isso que aconteceu, uma tristeza o dia de hoje.
Bom, fique bem por aí, chore bastante, e dê tchau pro Zezinho. Nós demos o teu tchau pra ele.
Beijos
(ah, deixa eu dizer: sem condições pra tua idéia de empalhar ele, tá? A mãe foi totalmente contra, e nem quis saber do assunto. E nem deixou que a Engepasa viesse buscar ele. Quis enterrar no terreno de casa, e eu também. Ela não quer lembranças dele, tá arrasada. E como ele é o "filho" dela e quem tava mais com ele nos últimos tempos, tivemos que respeitar)

MOVIE´S TIPS

Good!
Veeery Good!!!

Viver em North America me fez ser mais "simpathetic" para garotas com red hair and sardas :D